Insuspeito

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13 agosto 2007

O cerne da questão

"O PSD tem a oportunidade, se o desejar, de se distinguir do PS não apenas por propostas mais ou menos eleitoralistas, mas defendendo um outro modelo de relação entre o Estado e a sociedade", lê-se no lúcido Editorial de José Manuel Fernandes, na edição do Público de 13 de Agosto, a propósito das eleições do Partido Social Democrata.
É aí que reside a diferença.
É no modo como cada um dos dois maiores partidos do centro político português encaram a relação futura entre o Estado e a sociedade civil que reside a diferença entre eles.
Para o PS a força do país reside, cada vez mais, no Estado.
Para o PSD, embora às vezes não pareça (ou talvez soe melhor se disser para o PSD profundo...), a força propulsora do país e do desenvolvimento nacional reside mais na sociedade civil e no seu empreendedorismo do que no Estado, autarquias incluídas, bem entendido.
Entre um e outro modelo, o primeiro é o que tem prevalecido com os resultados que se conhecem - um país em que o Estado está presente em tudo e mais alguma coisa, com uma carga fiscal exageradíssima para a qualidade dos serviços públicos e para a qualidade de vida que oferece aos portugueses.
Um país onde não há Justiça, Educação, Saúde e Segurança Social capazes e onde, todos os dias, vemos as desigualdades sociais agravarem-se e as igualdades de oportunidades rarearem.
Um país que todos os dias compromete o futuro das próximas gerações com os disparates que os políticos cometem para alimentar os seus egos e as suas clientelas.
Entre um e outro modelo, vai prevalecendo o primeiro que é a cara do PS e de um pseudo-esquerdismo de perna curta, que nada tem de ideológico, de convicção ou de visão mas muito (quase tudo) de circunstancial e de oportunismo.
E o país? E os portugueses? Têm enriquecido? Não!
Antes, temos empobrecido em comparação com a Europa.
É por isso que interessa ao partido, mas sobretudo ao país, que o debate à volta das eleições do PSD sirva também para que os candidatos falem ao país, ultrapassem equívocos e restaurarem as convicções sociais-democratas portuguesas que as elites do partido têm procurado esquecer ou meter na gaveta.
Restaurar a esperança dos portugueses num futuro mais próspero, equilibrando a relação entre o Estado e a sociedade civil equivale a mais liberdade, mais igualdade e a mais riqueza.
É nisso, portanto, que o PSD tem de apostar para que os portugueses voltem a acreditar na sua mensagem e voltem a acreditar no país que é seu.

1 Comentários:

Às 11:20 da manhã , Anonymous Anónimo disse...

O teu bol não me deixou assinar o comentário, que se perdeu (tb, não o tinha salvo).
Não o vou repetir, mas era só pare te dizer que não vejo essa diferença tão acentuada, mas vejo que estás no bom caminho, pelo menos na boa direcção.
Eheheheheheheh!
Zé Antº

 

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