Insuspeito

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03 agosto 2007

Os ilusionistas

Hélder Nunes, o director do jornal "Barlavento", aborda a credibilidade da política e dos políticos-aparelhistas, olhando para a visita do primeiro-ministro à região, no passado fim-de-semana, e para a controvérsia Macário Correia-Miguel Freitas em torno do atraso da publicação do PROTAL.
Sem papas na língua, e não o querendo fazer intencionalmente a favor ou contra alguém em particular - quem o conhece sabe que não faz o seu estilo -, o director do "Barlavento", na sua edição de 2 de Agosto, refere que a lição das últimas eleições autárquicas de Lisboa não deu qualquer tipo de ensinamento aos políticos-aparelhistas, visto continuarem a pensar que enganam os eleitores.
Entre uma sessão de propaganda, desta vez com a participação e a encenação dos figurantes - os empresários que foram ao púlpito agradecer e elogiar a forma como os seus empreendimentos turístico-residenciais foram expeditamente aprovados - só para elevar o ego de Sócrates, as gafes de um primeiro-ministro que afirma que o PROTAL não estava ainda aprovado em Conselho de Ministros quando já o foi em 24 de Maio, a divulgação dos mesmos 10 projectos já apresentados quinze dias antes, alguns em fase adiantada de construção não se compreendendo muito bem a sua reivindicação por parte do Governo, a deturpação interesseira, por parte de Miguel Freitas, das palavras de Sócrates sobre o upgrade da escola hoteleira algarvia e não da criação de um Centro de Altos Estudos Turísticos, que esse será para ir para o Estoril, entre muitas outras trapalhadas e espectáculos de ilusionismo, o que é que, no fundo, Hélder Nunes pretendeu dizer?
No meu ponto de vista, que os aparelhistas, socialistas e não só, no caso, Miguel Freitas e o PS/Algarve em especial, têm de reconhecer que o modelo de financiamento da barragem de Odelouca, os empreendimentos imobiliário-turísticos no litoral, a construção tardia e o modelo de funcionamento escolhido para o futuro Hospital Central, a nomeação pelo Governo de comissários políticos para mandar na CCDR em vez da sua eleição por um conselho regional, ou todas as acções promocionais desde o "Governo presente" ao "Allgarve", não são, de facto, nada de excepcional e estão longe do tal Algarve pintado da 'excelência' que eles dizem pretender, que eles dizem que não temos e que eles já mostraram não conhecer nem entender.
Ao contrário.
São formas de agravar a carga fiscal sobre os contribuintes, de fazer o contrário do que se apregoou aquando da elaboração do PROTAL e da alegada defesa da costa, de deturpar promessas e compromissos, de centralizar e comandar à distância quando precisaríamos, cada vez mais, de descentralizar e regionalizar.
São formas de esbanjar dinheiro público a favor de propósitos meramente partidários e eleitoralistas.
São formas pouco sérias de fazer política e de tentarem enganar-nos a todos.
E de irem adiando as soluções dos problemas.
São formas de descredibilizar a política, concerteza. E de tentarem iludir-nos.
Felizmente, não conseguem iludir-nos a todos.
São formas de descredibilizar, ainda mais, a política e os políticos? Concerteza que sim.

1 Comentários:

Às 5:53 da tarde , Anonymous Anónimo disse...

Esbanja-se tanto dinheiro e no entanto o tal PROTAL não passa dos gabinetes dos srs.presidentes,vereadores e afins.
é claro que quando falam falam uns para os outros.Por muito que "BLOGUEM",é notório o autismo existente.
MOSTREM-ME o tal PROTAL sem ter que perder 1 dia de trabalho para qualquer merda de empregado meu faça o favor de me receber à hora que ele quer.

 

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