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13 agosto 2010

Barão de São João "da costa alentejana"!?

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I
O jornal ‘I’, de 12 de Agosto, dedicou duas das suas 56 páginas à edição de um artigo do New York Times, traduzido para português, que teve honras de primeira página naquele importante jornal norte americano, e no qual é dado o caso português como um exemplo de vanguarda, a nível mundial, no domínio das energias renováveis.
Como bem refere Manuel Queiroz no seu editorial , “Nenhum governo português tem o direito a muitos elogios do NYT, pela singela razão de poucas vezes o jornal de Nova Iorque dedicar espaço às coisas deste canto da Europa.”
Por isso, a razão porque isso é uma agradável notícia entre nós é dupla: porque é raro dedicarem-nos atenção e porque é ainda mais raro darem-nos atenção pelo facto de liderarmos alguma coisa pelas melhores razões e não pelas piores como tem sido, infelizmente, a regra.
Naquele artigo, lê-se no título, “Portugal serve de exemplo aos EUA nas renováveis”. E o título diz mesmo quase tudo.
Na referida peça, escrita por Elisabeth Rosenthal, são dados os exemplos da central fotovoltaica da Amareleja e também do parque eólico de Barão de São João, apontado como “a maior central eólica a sul de Lisboa”.
No artigo, até aparece citado o agricultor de Barão de São João, José Cristino que diz: “Bem sei que [o parque eólico] é bom para o país porque é energia limpa e é bom para os proprietários que receberam dinheiro, mas a mim não trouxe nada de bom” (…) “estou sempre a olhar para estas coisas, dia e noite” (…) “90% da aldeia opôs-se à central eólica.”
Mas não pensem que é de Barão de São João, de Lagos, do Algarve, que a peça fala. “Barão de São João era uma aldeia adormecida da costa alentejana”, está escrito. Da costa alentejana!?
“Adormecida“ou não (e não tendo sido a construção do parque eólico que a terá despertado), é evidente que a jornalista americana desconhecerá que Barão de São João é em Lagos, no Algarve e não na costa alentejana.

E, bem vistas as coisas, no contexto americano em que o artigo foi publicado, isso até nem será muito relevante para o tema de que versa (lembremo-nos de que, para a maioria dos norte-americanos, Portugal até será uma província de Espanha e não um estado soberano)…
Menos desculpável, porem, é o 100% lusitano jornal ‘I’ nem sequer dedicar uma nota de rodapé ou uma frase do Editorial a corrigir o erro.

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