Insuspeito

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08 julho 2010

Não à introdução de portagens na Via do Infante!

Não à introdução de portagens na Via do Infante!
Porquê:
a) Porque a construção da Via do Infante, na maior parte do seu traçado, não foi financiada através do modelo SCUT mas sim, muito antes da criação dessa fórmula de financiamento de construção de auto-estradas, pelo então ministro das Obras Públicas, eng.º João Cravinho (PS), através do recurso ao financiamento comunitário;
b) Porque a Via do Infante nem sequer reúne os requisitos técnicos para poder ser considerada uma Auto-Estrada, designadamente, pelo nível da largura do separador central ou das faixas laterais (bermas);
c) Porque o grande propósito da construção da Via do Infante foi o de constituir uma alternativa à esgotada e mortífera EN 125;
d) Porque, não obstante a redução da sinistralidade, segundo dados actuais do Ministério das Obras Públicas, na EN 125 continuam a morrer, em média, 30 pessoas por ano, o que significa que é a segunda estrada mais mortífera do país;
e) Porque, não obstante a, há muito anunciada pelo Governo, obra de requalificação da EN 125 (a qual muito tarda em sair do papel para o terreno), todos os algarvios sabem que não há, nem haverá depois disso, qualquer alternativa, viável e credível, à Via do Infante, atendendo às características preconizadas nos estudos de base que se conhecem referentes à obra de requalificação da EN 125;
f) Porque a Via do Infante é a única estrada longitudinal do Algarve, de características interurbanas, que liga uma ponta da região à outra, e que forçar, por via do agravamento dos custos da circulação de pessoas e mercadorias, à utilização da EN 125 –requalificada ou não– voltará a provocar o congestionamento rodoviário e, certamente, o aumento da sinistralidade, o que significará, na prática, um retrocesso de 25 anos no sistema de comunicações rodoviárias da região.
Em suma, porque a anunciada medida governamental é de uma significativa gravidade para o quotidiano e condições de vida dos cidadãos e empresas, para a economia regional (profundamente deprimida) e para os algarvios em geral.

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