Insuspeito

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28 janeiro 2012

Os Descobrimentos na agenda do Turismo

Naquela que é bem capaz de ter sido a sua aparição mediática mais forte desde que assumiu a pasta do Turismo –entrevista ao jornal «Expresso» de 14 de janeiro–, a secretária de Estado foi muito clara na revelação da política que pretende para o setor.
«Portugal lá fora tem de ser um só» é a palavra de ordem de Cecília Meireles para obter uma promoção internacional mais eficiente e vendermos melhor este destino turístico. A mudança (estrutural) passará pela fusão dos pólos do Turismo de Portugal e AICEP atualmente dispersos pelo estrangeiro e tantas, tantas, vezes –e há tempo demasiado...– parecendo aos olhos de todos trabalharem de costas voltadas uns para os outros.
Também cá dentro haverá mudanças em linha com a mesma ideia de maior rentabilização dos meios e recursos disponíveis. As atuais dezassete estruturas de promoção vão dar lugar a apenas cinco territorialmente coincidentes com as NUT II continentais (Algarve, Alentejo, Lisboa e Vale do Tejo, Centro e Norte) e o Turismo de Portugal contratará diretamente, e só, com cada uma delas. Soa-me acertado.
Já quanto à ideia de manter o atual modelo de financiamento, logo veremos. Não vejo como é que neste contexto de crise as autarquias do «arco turístico», algumas delas em falência técnica, vão conseguir garantir a sua comparticipação na promoção: €1 por cada euro de investimento privado a que necessariamente se somará €4 do Turismo de Portugal.
Mais discreta, porém não menos importante, é a assunção pela secretária de Estado de que temos de enriquecer o imaginário dos nossos potenciais visitantes sobre nós próprios. Além de sermos conhecidos pelo «sol e praia» ou pela excelência do clima, também temos de o ser por outras coisas que tão bem nos distinguem e podem contribuir para aumentar o número de turistas e diminuir a sazonalidade, como sejam a Gastronomia, a Cultura ou... a história dos Descobrimentos. Ora, em consonância com essa mesma estratégia, se esta não é uma flagrante janela de oportunidade para Lagos e para o Algarve apostarem em definitivo na candidatura da Baía de Lagos a património da Humanidade, então o que é?
I
Este artigo foi publicado na edição de 27 de janeiro de 2012 do jornal 'O Algarve'.
Foto: allposters.com.br

2 Comentários:

Às 7:25 da tarde , Anonymous J disse...

Totalmente de acordo. Mas o museu historiando o inicio de tal aventura uma necessidade imperiosa.

 
Às 1:42 da tarde , Blogger Pearl disse...

No meu modesto ponto de vista que vale o que vale Portugal sempre se valeu do sol e da praia (cada vez mais fria) para se promover. Infelizmente o português no seu geral não é imginativo sobre quase nada!

Bem haja!

Cumprimentos

 

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