É responsável deixar abrir ao público uma escola com tantos defeitos?

Quer isto dizer, sem temores nem receios, que, genericamente falando, o saldo da obra municipal na área da Educação é francamente positivo.
Nos últimos anos, houve muito dinheiro municipal aplicado na requalificação do parque escolar, aliás, dando continuidade ao trabalho iniciado ainda no tempo de José Valentim Rosado à frente dos destinos do Município (a nova escola das Naus ou o projecto da nova escola da Ameijeira ou de requalificação da escola do bairro Operário, por exemplo, ainda têm origem nesse ciclo político).
Feita a devida ressalva, para poupar a interpretações mal intencionadas por parte de alguns dos nossos bem conhecidos opinadores locais –os habituais e os de circunstância-, sou obrigado a chamar a atenção para o facto de terem sido abertas à população escolar do segundo e terceiro ciclos as portas de uma escola onde, quatro dias antes, foram detectadas 123 desconformidades da obra com o projecto aprovado!
Com efeito, não obstante terem autorizado o seu uso público (ainda que não se perceba muito bem porquê...), os técnicos da fiscalização de obra da denominada Escola Tecnopólis, em vistoria realizada no dia 9 de Setembro, apontaram 123 anormalidades/defeitos à execução do projecto daquele equipamento, o qual, apenas cinco dias mais tarde (14 de Setembro), começaria a receber diariamente uma população escolar de cerca de 750 alunos, 60 professores e 25 funcionários.
A pergunta que deixo no ar é a seguinte: É responsável abrir uma escola nestas condições?
"Com certeza que sim", dirão alguns. Pois eu cá, se fosse o responsável por isso, diria claramente que não.
NOTA: Para ver a listagem completa dos defeitos da obra, designadamente, aos níveis de instalações mecânicas e eléctricas, sistema de segurança e detecção de incêndios, sinalização de emergência, sistema de gestão centralizada, etc, clicar aqui.
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Foto: CML.
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