Insuspeito

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04 outubro 2010

AMAL tem o dever de mobilizar algarvios contra as portagens na Via do Infante

A luta contra a introdução de portagens na A22 não é de ontem nem de hoje.
E nunca foi uma bandeira de qualquer força política. Nem foi, nem há qualquer justificação para que venha a ser.
Para os partidos a nível regional e local nunca importou grandemente de que cor seria o governo que quisesse tomar essa iniciativa. Pelo menos foi isso que sempre pareceu.
Os algarvios sempre responderam em uníssono contra a tremenda injustiça que o Estado português prepara-se para cometer contra eles.
Neste assunto, contam-se pelos dedos de uma só mão as vozes discordantes com a posição esmagadora de 99,99% dos algarvios.
Daí que a continuação do movimento de protesto (que o BE/Algarve procura agora instrumentalizar) deva continuar a ser livre de qualquer cunho partidário.
Daí que, à falta de regionalização, deva ser a AMAL, e não qualquer partido político ou seu responsável -ainda que invocando a sua qualidade de simples cidadão e o seu direito à intervenção “cívica” e não somente “política”-, a avocar para si o processo de mobilização dos algarvios contra tal medida contrária ao desenvolvimento da região e interesses dos algarvios no seu todo, pelas razões que são do conhecimento público.
E a AMAL por quê? Por inúmeras razões e mais esta: é que se os 16 autarcas presidentes de Câmara que a compõem acham-se com a maior das legitimidades para decidirem, por exemplo, o aumento do IMI para o máximo nos 16 concelhos algarvios, sem consulta prévia a quem quer que seja e, alguns deles até, inclusivamente, ao arrepio de programas eleitorais apresentados a sufrágio às populações há um ano atrás, por que não assumirem-se agora, também, como os mais legítimos representantes de todos os algarvios e “puxarem pela carroça” da região, como é seu dever, na luta contra as portagens?
Não o fazerem, por unanimidade, convictamente e sem olhar às tácticas partidárias ou a sectarismos balofos, não poderá vir a ser encarado como um “encolher de ombros” cúmplice do centralismo governamental e calculista, privilegiando o directório nacional dos dois maiores partidos e relevando o interesse regional e das suas gentes para segundo plano?
A mim parece-me que sim e que será uma oportunidade perdida para que a AMAL reforce a sua credibilidade aos olhos dos algarvios. E aos olhos dos regionalistas também.
Vamos a ver que fumo branco sairá do ‘concílio’ de hoje da AMAL.

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