Insuspeito

Ambiente e Urbanismo. E-mail: nunomarques2009@gmail.com. Também no FACEBOOK, em www.facebook.com\nunomarques2009.

03 janeiro 2009

Lagos desaproveita 20 milhões de investimento e 400 novos postos de trabalho em tempo de recessão

Campo de Golfe de Espiche
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Um campo de golfe de um empreendimento turístico situado perto da povoação de Espiche, em Lagos, cuja construção foi autorizada pela Autarquia, está construído e em condições de entrar em funcionamento mas a Câmara Municipal considera-o “irregular” e não quer reconhecê-lo como estando devidamente licenciado.
O moderno campo de golfe de 18 buracos foi licenciado pela Autarquia em 1994 e, pese embora tenha sido objecto de embargo pela CCDR–Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, por pretensa desconformidade com o PROTAL (embargo que entretanto caducou), as obras prosseguiram normalmente até à sua conclusão.
Além da viabilização de um empreendimento turístico importante para Lagos e da criação de cerca de 400 novos postos de trabalho (directos e indirectos), em tempo de forte crise e desemprego, está posta em causa a boa imagem da Autarquia e do Estado enquanto pessoas de bem.
PS1: A propósito do meu último post e da proliferação de shoppings no Algarve, segundo o 'Expresso' de 3 de Janeiro (pág. 11, I Caderno) "Em Portugal, em 2008, fecharam pelo menos 11 mil estabelecimentos comerciais, segundo dados da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal."
11000 estabelecimentos fecharam e, pelo menos, 22000 empregos extinguiram-se. Dá-nos que pensar. Ou não!?
PS2: Na mesma edição e Caderno do 'Expresso', Sousa Tavares remata o seu artigo semanal dizendo que "o pior que pode acontecer a alguém em Portugal é ter razão contra os interesses instalados." Mas isso é tema para outra conversa.

08 abril 2008

PSD/Lagos quer requalificação de espaços públicos na Urbanização das Amendoeiras em Espiche

17 novembro 2008

Fórum 'Novas Vontades' em Espiche
Dia 19 I Quarta-feira I 21h30 I Clube ABC 'Os Espichenses'

03 maio 2008

PSD/Lagos alerta: casa em risco de derrocada é ameaça para a segurança pública

Os vereadores sociais-democratas, Saul Batista e Nuno Marques, requereram à Câmara Municipal de Lagos que assegure todas as condições de segurança na via pública e previna o risco iminente de colapso de uma casa em estado avançado de ruína.
O edifício, localizado na povoação de Espiche, freguesia da Luz, encontra-se em risco de derrocada e ameaça as condições de segurança da via pública para peões e veículos.
Os sociais-democratas pretendem também que a Câmara Municipal recolha o entulho existente junto à casa, o qual é proveniente da desagregação das paredes e está a obstruir a via pública.
Leia mais no Canallagos, aqui, no 'Algarve Lagos', aqui.

14 janeiro 2011

Lagos: Golfe de Espiche com avaliação de impacto ambiental só depois da construção


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Em 2009, o processo sofre outro revés na altura da construção do ‘clubhouse’, no espaço de uma ruína existente no terreno, para a qual a autarquia não emite licença de construção, apresentando como razão o não licenciamento do campo de golfe, opção que a oposição social democrata contesta, alegando que o atraso do projeto tem impacto negativo na economia do concelho. (sublinhado meu)
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Para aceder à peça jornalística do Observatório do Algarve sobre o assunto clique, aqui.
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Para recordar o post sobre o tema, publicado no Insuspeito em 3/Jan/2009, clique aqui.

25 março 2012

Aprender com os erros (opinião publicada n'O Algarve, 23/Março)



Há mais de vinte anos atrás um grupo de três empresários britânicos amantes de Portugal e do barlavento algarvio em particular decidiu pôr mãos à obra para realizar um projecto turístico diferente. No início da década de 1990, numa altura em que a moda imobiliário-turística era investir onde houvesse vistas marítimas, fazer um campo de golfe de costas voltadas para o mar e de frente para a mata nacional de Barão de São João era algo improvável e em que poucos acreditariam ser economicamente viável.
Fascinados por aquela singular paisagem campestre e convictos do mérito do projecto, os três sócios adquiriram os terrenos para os quais idealizaram um campo de golfe do tipo ‘rural’ conjugado com uma moderada componente imobiliária. Jamais lhes passaria pela cabeça que só vinte anos depois do começo das obras e graças à sua assinalável persistência é que conseguiriam obter a autorização oficial para explorarem o empreendimento...
Inicialmente estimado em €6 milhões, o investimento total acabou por custar €30 milhões, sendo que a sua consumação, apesar de ter derrotado a burocracia, demorou quatro vezes mais o tempo esperado. “Como foi possível?”, interroga-se o comum dos cidadãos.
Como é possível que uma obra que podia ser executada em cinco anos tenha demorado vinte? Quantos empregos não se criaram? Qual o valor em impostos que o Estado deixou de receber ao longo de todo este tempo? Qual a verdadeira dimensão dos prejuízos para o país deste e doutros casos que, embora social e ambientalmente responsáveis, são tão desencorajantes do investimento, seja ele nacional ou estrangeiro?
Ao certo, não se saberá. Mas uma coisa todos sabemos. É que, infelizmente, este não é caso único. E são casos como este que, não obstante o final feliz, foram contribuindo para que muitos desconfiem de Portugal para investir. Ao menos aprendamos a lição, para que os erros se corrijam e a confiança para o investimento e a criação de emprego se restabeleça. Quanto mais depressa isso acontecer, mais depressa sairemos da crise.

Artigo publicado na edição d'O Algarve de 23 de Março.
Na foto: Espiche Golf (2009).

26 maio 2008

Fiscalização detectou risco de derrocada e perigo para as pessoas mas Câmara de Lagos ainda não actuou

O Serviço de Fiscalização Municipal alertou para o “risco de derrocada total, colocando em perigo os transeuntes e a circulação rodoviária”, da fachada de uma edificação localizada na povoação de Espiche, freguesia da Luz, mas a Câmara Municipal de Lagos ainda não actuou de forma a garantir a segurança do local nem limpou os escombros depositados na via pública. Estas são as conclusões principais da resposta, recebida no dia 21 de Maio, a um requerimento apresentado no dia 16 de Abril pelos vereadores sociais-democratas, Saul Baptista e Nuno Marques, solicitando à Câmara Municipal que previnisse o risco iminente de colapso de uma casa arruinada e assegurasse todas as condições de segurança, bem como, que recolhesse o entulho que estava a obstruir a via pública proveniente de desprendimentos das alvenarias das paredes.
Leia mais no 'Canallagos', aqui, no 'Região-Sul Online', aqui, no 'Notícias de Lagos Online', aqui.