Insuspeito

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10 dezembro 2007

PIN “Eriksson” fugiu para Espanha e mais uma vez o PS falou demais

É com espanto e muita preocupação que reajo às notícias da desistência dos promotores do projecto ‘Eriksson’ de construir um Centro Internacional de Estágios Desportivos em Lagos e da perda para Espanha de um projecto que o governo classificou de PIN, potencial interesse nacional.
E a reacção do presidente da autarquia é inequívoca quanto ao desinteresse dos promotores e demonstrativa de que Júlio Barroso estava ao corrente da situação, apesar de não ter prestado quaisquer informações à Câmara e à Assembleia, os órgãos autárquicos que estão na base da declaração do projecto como PIN ao considerá-lo de interesse municipal.
A notícia é um balde de água fria para o Algarve, em especial para Lagos e para os seus cidadãos, porque sempre nos foi garantido que este projecto era para ir em frente. E é também a prova de que a actual gestão autárquica não é de confiança.
Há, com certeza, razões para a desistência que se prendem com a demora de seis anos na aprovação do novo Plano Director Municipal, além dos alegados desencontros entre proprietários dos terrenos e promotores.
Quanto ao PS não tem de se queixar de ninguém em particular mas sim da sua incapacidade para agarrar o projecto.
Para quem não teve dúvidas algumas quando cantou vitória e quis ficar com todos os louros de o ter conseguido, não se percebe a forma como agora reage, imputando aos outros as responsabilidades que talvez sejam de si próprios. Mais uma vez, o PS falou demais e, pelos vistos, prometeu aquilo que não podia.
Recorde-se que o projecto constituiu um forte trunfo eleitoralista do PS na campanha autárquica de 2005 e que, em Março de 2006, foi apresentado ao público no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o que demonstra bem o elevado comprometimento da autarquia, sendo que, na ocasião, foram adiantados ‘timings’ para o seu licenciamento até ao final desse ano e apontada a data de 2008 para que o projecto avançasse para o terreno com vista à sua inauguração em 2010.
Nem o PROTAL serve de desculpa para o que aconteceu, visto que o Centro de Estágios está consagrado no plano regional de ordenamento do território.
Mas o que interessa agora são as verdadeiras razões porque um projecto previsto no PROTAL e declarado como PIN vai de repente para Espanha quando estava dado por adquirido, impondo-se esclarecimentos públicos por parte do PS e do Governo.
É que o silêncio do Governo poderá significar a descredibilização da figura PIN, na qual ninguém confiará a partir de agora como garantia de execução de nenhum projecto classificado como tal.
Ver notícia do "Semanário Económico", de 7/Dez/07, (aqui) e do "Região Sul On line" (aqui).

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